sábado, 11 de maio de 2013

SP: Tratamento a viciados com a 'bolsa-crack' deve começar em 60 dias


Os primeiros atendimentos em clínicas pelo Cartão Recomeço, projeto anunciado nesta quinta-feira pelo governo de São Paulo, deverão ocorrer em 60 dias, afirmou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia. O programa, apelidado de "bolsa-crack", dará R$ 1.350 a usuários de droga que desejam se tratar do vício em clínicas para dependentes químicos. 
O Cartão Recomeço é uma parceria entre o governo paulista e clínicas especializadas no tratamento de dependentes químicos. O alvo do projeto são os viciados que já passaram por um período de internação de até 30 dias e que precisam dar prosseguimento ao tratamento para se livrar da droga. A expectativa é reduzir o índice de reincidência desses usuários. 
"É uma iniciativa inovadora e, tecnicamente, muito consistente. Primeiro a pessoa estabiliza e depois ela precisa de alguns meses para recuperar a dignidade, readquirir alguns valores", explicou o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do programa e professor titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Laranjeira destaca que essa é uma etapa complementar ao período clínico. "O tratamento da dependência química, especialmente do crack, não se resume a um ou dois meses de internação. Você vai precisar de uma série de medidas. Um suporte para a pessoa recuperar o trabalho, a vida social. Esse é um processo mais complexo e tem que ser feito", disse o médico.
Inicialmente, 3 mil dependentes químicos serão atendidos pelo programa. O cartão, que dá direito ao valor estipulado, servirá para custear as despesas de recuperação dos dependentes químicos que buscarem ajuda voluntariamente.
O valor é repassado diretamente do governo às entidades de tratamento. O dependente ou sua família não recebem valor algum em dinheiro. O repasse é feito através do Cartão Recomeço, onde os dados de cada paciente fica registrado. 
Até o momento, somente unidades de 11 cidades do interior poderão se habilitar para o atendimento nesta etapa inicial do programa: Diadema, Sorocaba, Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos, Osasco, Santos e Mogi das Cruzes. O governo espera que o número de municípios aumente com o tempo, de acordo com a ampliação do projeto.
Fonte: TERRA

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