domingo, 25 de maio de 2014

Depressão Infantil

depressão na criança existe!  Porém, dificilmente veremos uma criança se queixando de angústia, de vazio existencial, medo indefinido, insegurança, autoestima baixa ou perda de prazer com as coisas. Isso acontece porque não sabem nomear as próprias emoções e por isso costumam somatizar o sofrimento e queixam-se de problemas físicos, pois é mais fácil explicar males concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional. Elas aceitam a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser. Mesmo que estejam sofrendo, não sabem que aqueles sintomas são resultado de uma doença e que podem ser aliviados.

SINTOMAS:

·         Sentimentos de desesperança.
·         Dificuldade de concentração, memória ou raciocínio.
·         Angústia.
·         Pessimismo.
·         Agressividade.
·         Falta de apetite.
·         Tronco arqueado.
·         Falta de prazer em executar atividades.
·         Isolamento.
·         Apatia.
·         Insônia ou sono excessivo que não satisfaz
·         Desatenção em tudo que tenta fazer.
·         Queixas de dores.
·         Baixa autoestima e sentimento de inferioridade
·         Ideia de suicídio ou pensamento de tragédias ou morte.
·         Sensação frequente de cansaço ou perda de energia
·         Sentimentos de culpa.
·         Dificuldade de se afastar da mãe

Dependendo da intensidade da depressão, pode haver desinteresse pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional. Também aparecem preocupações típicas de adultos e que não fazem parte das preocupações próprias da criança, tais como, a respeito da economia doméstica, saúde, emprego e estabilidade dos pais, medo da separação e da morte e muita ansiedade.

O problema de não diagnosticar a doença e não iniciar o tratamento precocemente é a dificuldade de aprendizado e o pensamento de que a alegria é para as outras pessoas e não para ela. Conformando-se com esse referencial, mais tarde, quando adolescente, estará mais propensa ao uso de drogas ou depressões maiores.

FATORES DESENCADEANTES

Os fatores mais comuns que podem desencadear a depressão infantil são: luto, perdas, separação dos pais, dificuldade de adaptação a situações novas, mudança de escola e de domicílio. Tudo isso pode gerar estresse, o que desgasta a criança e conduz a um quadro depressivo. Porém, também existe um componente hereditário. Filhos de pais depressivos ou com parentes próximos com quadros de depressão correm maior risco de apresentar depressão.


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