segunda-feira, 2 de julho de 2012

Debatedores apontam que profissionais dos CRAS e CREAS realizam atividades fora de suas competências

O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) realizou na tarde desta sexta-feira (29) às 14h #DebateOnlineCFP sobre a atuação dos psicólogos no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e outros serviços especiais de acolhida e atendimento domiciliar do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para discutir o tema “Psicologia e CREAS: Identidade e Desafios”. O objetivo do debate é qualificar e aprofundar as diretrizes e referências para a atuação. A conselheira do CFP Márcia Mansur realizou a mediação entre internautas e debatedores.

Segundo Deborah Akerman, psicóloga e especialista em Gestão de Assistência Social, os profissionais do CREAS têm buscado compreender melhor seu espaço de trabalho, observando as principais dificuldades, que são muitas em um CREAS. Para Ela, o maior desafio para psicólogas e psicólogos é a realização de atividades que não estão em sua competência. “Os psicólogos estão realizando atividades que não estão apontadas nas regulamentações, em orientações”, explica. Akerman afirma que “averiguação de denúncias, oferta de proteção básica social, laudos psicológicos individual e familiar não são atividades de psicólogos no CREAS”.

Entretanto, segundo Akerman, outro desafio do psicólogo no CREAS é a articulação junto as rede de atendimento. “O CREAS é uma instituição de garantia de direitos, funciona como uma rede, que abrange diversos estados. Mas articular uma rede não significa sentar e trocar informações. É preciso ir além”, aponta. Para ela, o trabalho do CREAS é prejudicado no que se refere às condições de trabalho, qualidade de atendimento, condição material, espaços físicos etc. “Uma série de aspectos e ainda aparecem muitos posicionamentos de gestores que ainda utilizam Assistência Social como moeda de troca de votos”, aponta Akerman.

Solange Maria Rodrigues Leite, psicóloga do Fórum Estadual dos Trabalhadores do SUAS (FETSUAS) do Paraná, aponta “a gente precisa abrir a visão sobre o que é a interdisciplinaridade e, noutra perspectiva, o que é a transdisciplinaridade”. Para ela, o Poder Judiciário tem que contratar assistentes sociais, mediante concursos, pois não compete ao CREAS realizar trabalhos como relatórios, por exemplo, que não é uma atribuição nossa”, aponta Assunção.

Achiles Miranda Dias, psicólogo e colaborador do CRP/RJ, afirmou que é necessário entender melhor as referências técnicas. Para ele, produzir referências torna os serviços mais eficientes, mas não se pode naturalizar um serviço.

Em breve, o vídeo deste momento democrático de discussão será publicado na página do CFP no youtube. O CFP agradece a participação de todos.

Um comentário:

Alex disse...

Bom Dia,

Gostaríamos de lhe fazer uma proposta de parceria, caso tenha interesse em conhecê-la pedimos a gentileza de que entre em contato conosco pelo e-mail divulgacao@jurua.com.br e informe o endereço de seu blog/site para lhe encaminharmos a proposta correta.

Atenciosamente,
Alex Chagas
Juruá Editora

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