quarta-feira, 16 de abril de 2014

Hiperatividade na infância: como lidar

Por vezes mal identificado, o Transtorno de Déficit de Atenção com hiperatividade (TDAH) atinge 5 a 8% das crianças no mundo e acompanha o indivíduo durante toda a vida. Esse distúrbio é caracterizado pela inquietude, impulsividade, hiperatividade e fácil distração.    As dificuldades surgem já na escola, ao lidar com professores, colegas e novos desafios.

A pedagoga e especialista em distúrbios de aprendizagem Karen Kaufmann Sacchetto explica que, no cérebro de uma criança com TDAH, ocorre uma alteração no funcionamento dos neurotransmissores e suas conexões. “Estudos mostram que os portadores do transtorno têm uma falha da conexão da região central orbital do cérebro com o restante dele. Essa área frontal é responsável pela inibição de comportamentos considerados inadequados”, afirma Karen.
O (En)Cena abordou o assunto recentemente, sob o viés de entender o transtorno: doença ou invenção?   
Mas como lidar com a criança hiperativa na escola, onde é habitualmente chamada de avoada, dispersa, desinteressada e atrapalhada? Entenda, antes de tudo, que tais adjetivos não contribuem em nada para o desenvolvimento psicológico e emocional dela.    

Pessoas que apresentam TDAH enfrentam dificuldades para realizar atividades do dia-a-dia. Encontram grandes problemas para concluir tarefas, organizar materiais, entender questões extensas e lembrar de situações. Quem lida com a criança hiperativa deve se reeducar com vocabulários, atitudes e doses de paciência ao longo da delicada convivência.
Na escola
A Associação Brasileira do Déficit da Atenção (ABDA) explica que não existem escolas especializadas em TDAH no Brasil. O que existem são “vários profissionais de educação (sejam eles professores, coordenadores, diretores educacionais, psicólogas escolares, pedagogas e psicopedagogas) capacitados no assunto e que lidam com as crianças portadoras do transtorno”, comenta. Explica ainda que, diferente do que muitos acreditam, as técnicas utilizadas pelos professores não visam controlar os sintomas, mas sim adaptar o ensino às dificuldades que eles.

Professores devem, inicialmente, fazer uma avaliação das reais necessidades do aluno com o déficit de atenção com hiperatividade. Devem avaliar a dificuldade mais importante desse aluno e o que mais atrapalha no desempenho escolar dele. A ABDA recomenda algumas estratégias pedagógicas que auxiliam no processo de memorização e aprendizado do aluno:

Leia o artigo completo em (En)Cena

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