quinta-feira, 10 de maio de 2012

Conheça o EMDR

1 - HISTÓRIA DA DESCOBERTA DO EMDR   

Em 1987, Francine Shapiro, então doutorada em psicologia, caminhava pelo parque da cidade de Los Gatos, na Califórnia, quando notou que seus pensamentos perturbadores começaram a desaparecer. Ao tentar pensar novamente neles, percebeu que não incomodava como antes. Ela observou que quando o pensamento perturbador lhe vinha à mente, seus olhos começavam a se mover rapidamente. Os movimentos oculares afetavam os pensamentos em sua mente. Ao tentar retomar os pensamentos perturbadores parecia que eles tinham perdido muito de sua carga negativa.

Após esse evento, ela começou a seguinte experiência: deliberadamente pensava sobre coisas perturbadoras do passado ou do presente enquanto movia os olhos. Todas as vezes que fez isso, a perturbação cessou. Decidiu, então, conferir se o procedimento funcionava com outras pessoas experimentou com seus amigos. Pedia que eles seguissem os movimentos de seus dedos, como uma forma de ajudá-los a manter os movimentos oculares, enquanto pensassem no que os perturbava. Depois de aplicar o procedimento em mais de setenta pessoas, Francine confirmou que o processo podia dessensibilizar os pensamentos perturbadores.

Assim, a partir de suas observações, a Dra. Shapiro desenvolveu o método ao qual batizou de EMD – Eye Movement and Desentization. Mais tarde, aperfeiçoou o método e expandiu o conceito para EMDR – Eye Movement Desentizarion and Reprocessing – para incluir o conceito de reprocessamento, além da dessensibilização. A psicóloga estava convencida de que os movimentos oculares podiam processar as lembranças traumáticas, libertando a pessoa para desempenhar condutas mais adaptativas e funcionais (Parnell, 1997:39).

Em 1998, a Dra Shapiro aplicou o novo método em 22 voluntários – veteranos da guerra do Vietnã, vítimas de estupro ou de abusos sexuais – que tinham sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT). Metade do grupo recebeu uma sessão uma sessão de EMDR e à outra (grupo de controle) foi pedido apenas que contasse o trauma em detalhe. O grupo submetido ao EMDR apresentou melhoras significativas. O grupo de controle não. Por questões éticas, depois repitiu- se o procedimento com o grupo de controle. Nas averiguações ocorridas no primeiro e no terceiro mês após o tratamento, todos os pacientes tinham mantido os resultados positivos da sessão de EMDR (Parnell 1997:40).

2 - QUEM PODE APLICAR? – OU SE HABILITAR?

A formação em EMDR é destinada apenas para psicólogos e médicos.

3 - COMO FUNCIONA MESMO?

EMDR é uma nova terapia, especialmente útil para a transformação das lembranças traumáticas.
De Forma revolucionária ajuda a libertar a mente, o corpo e abrir o coração.
Se a “conduta disfuncional atual” pode ser vista, como sendo conseqüência de incidentes traumáticos do passado (sejam cenas, crenças ou pactos); e sendo esses identificados de forma sábia e hábil podem ser processados e integrados, o que possibilita novas condutas funcionais, livres e mais felizes para o ser humano.
Faz-se sessões com duração de 2 horas, devidamente marcadas.
  
4 - EM QUE CASOS O EMDR É EFICAZ?

A terapia do EMDR é rápida e eficaz no tratamento de fobias, compulsões e especialmente traumas. Medos fóbicos tais como: de dirigir, de viajar de avião, de falar em público, dentre outros podem ser dissolvidos em algumas sessões.
Os traumas podem ser tratados como uma questão conhecida da história da pessoa, ou seja, sabe-se o que ocorreu, como: falecimentos, seqüestros, assaltos, doenças graves, incêndios, etc. Os traumas podem também, ser descobertos a partir dos sintomas apresentados pelo paciente, como exemplo podemos citar: dificuldades de ordem amorosa, sexual, medo profundo de rejeição, medo de ficar sozinho, sentimento de baixa auto-estima, etc.

Mais informações no site oficial do EMDR no Brasil:

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