Ga..Ga..Ga..Gagueira? O que é Isso??
por Katrin Neumann
A gagueira afeta cerca de 1% da população, principalmente homens. Pesquisas revelam as bases neurobiológicas do distúrbio e como funcionam as terapias de reabilitação.
A gagueira é um distúrbio da comunicação no qual o fluxo da fala é interrompido por repetições, prolongamentos ou paradas anormais de sons e sílabas, podendo ser acompanhado de movimentos incomuns da face e do corpo que refletem o esforço para falar. Estima-se que cerca de 1% da população seja gaga, na razão de quatro homens para uma mulher.
A idéia de que a gagueira é causada por episódios traumáticos na infância não tem fundamento científico. Especialistas apontam pelo menos quatro fatores que contribuem para o desenvolvimento do distúrbio: herança genética (cerca de 60% dos pacientes têm alguém na família que também gagueja); problemas no desenvolvimento (crianças com distúrbios de linguagem são mais propensas); características neurobiológicas (algumas áreas cerebrais dos gagos são diferentes das de pessoas que não gaguejam); dinâmica familiar (excesso de expectativas e de frustração e estilo de vida muito acelerado podem contribuir para o aparecimento). Quase sempre a gagueira é o resultado da combinação desses fatores, e aqueles responsáveis pelo surgimento do problema não são necessariamente os mesmos que determinam sua continuidade ou piora ao longo da vida.
Existem basicamente duas linhas de tratamento da gagueira: a fonoaudiológica
A idéia de que a gagueira é causada por episódios traumáticos na infância não tem fundamento científico. Especialistas apontam pelo menos quatro fatores que contribuem para o desenvolvimento do distúrbio: herança genética (cerca de 60% dos pacientes têm alguém na família que também gagueja); problemas no desenvolvimento (crianças com distúrbios de linguagem são mais propensas); características neurobiológicas (algumas áreas cerebrais dos gagos são diferentes das de pessoas que não gaguejam); dinâmica familiar (excesso de expectativas e de frustração e estilo de vida muito acelerado podem contribuir para o aparecimento). Quase sempre a gagueira é o resultado da combinação desses fatores, e aqueles responsáveis pelo surgimento do problema não são necessariamente os mesmos que determinam sua continuidade ou piora ao longo da vida.
Existem basicamente duas linhas de tratamento da gagueira: a fonoaudiológica
e a psicológica. A primeira tende a enfatizar a aprendizagem motora de técnicas a serem usadas durante a fala; a segunda se concentra nos aspectos emocionais que interferem na fluência e na temporização da fala. Ambas oferecem bons resultados, especialmente nas crianças, se empregadas de forma complementar.
Terapias que funcionam
Como em muitos outros distúrbios, quanto mais cedo o tratamento da gagueira começar, maiores serão as chances de sucesso. Embora adultos em geral consigam melhorar razoavelmente sua fluência, os programas iniciados na infância com freqüência eliminam o problema definitivamente. Há diversos métodos disponíveis para tratar distúrbios da comunicação e da fala. Apenas alguns deles, entretanto, foram pesquisados de forma profunda. Dois métodos provaram ser particularmente bem-sucedidos.
No primeiro, conhecido como terapia de modificação da gagueira, os pacientes aprendem a chamada pseudogagueira. Eles são treinados para gaguejar de propósito, o que os põe em conflito com seus próprios tiques e os faz perder o medo de falar. O segundo método, chamado modelagem de fluência, emprega novas técnicas de fala. Uma variação dele é o programa Lidcombe, um tipo de terapia comportamental desenvolvido na Austrália e adaptado para cada criança.
Outra variante da modelagem de fluência foi criada pelos alemães Harald Euler e Alexander Wolff von Gudenberg. O tratamento começa com três semanas de terapia intensiva, durante as quais os gagos aprendem um novo padrão de fala, com técnicas de controle do stress, educação vocal e transições suaves entre sons e respiração. Os exercícios devem ser praticados por no mínimo um ano. A longo prazo, a taxa de sucesso é impressionante: mais de dois terços dos pacientes continuam falando mais fluentemente depois de dois anos.
Formas "indiretas" de terapia também podem ajudar a aumentar as chances de reabilitação. Elas têm como objetivo educar os pais de crianças gagas a mudar a forma como conversam com elas. Eles aprendem, por exemplo, a procurar não falar rápido demais e a evitar frases com estruturas muito complexas.
Formas "indiretas" de terapia também podem ajudar a aumentar as chances de reabilitação. Elas têm como objetivo educar os pais de crianças gagas a mudar a forma como conversam com elas. Eles aprendem, por exemplo, a procurar não falar rápido demais e a evitar frases com estruturas muito complexas.




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Ivanise